CRÍTICA IN DO FILME “DIA DO SIM” (YES DAY, 2021)

Durante a infância, todas as nossas aventuras e ideias são controladas por nossos pais. Quem nunca ouviu que era errado sair correndo e gritando pela casa, ou até mesmo, que não poderia ir para a casa do amiguinho sem que a sua mãe fosse junto, que atire a primeira pedra. 

É quase uma lei universal que todos os pais vão dizer nãopara os seus filhos, seja como uma forma de educa-los, para impor restrições ou, simplesmente, por excesso de cuidado. São raros aqueles que deixam seus filhos serem amplamente livres, sem qualquer tipo de restrição. E nós, enquanto crianças, ficamos chateados, não compreendemos, achamos que se trata de uma mania de perseguição, mas no fim, aceitamos, por respeito e por amor. 

Dia do Sim (Yes Day) é o mais novo filme original Netflix, que estreou na plataforma na última sexta (12), e conta a história de Carlos (Édgar Ramirez) e Allison (Jennifer Garner), pais super protetores que passam os dias correndo atrás de seus três filhos, Katie (Jenna Ortega), Nando (Julian Lerner) e Ellie (Everly Carganilla), para os proteger de todos os males do mundo. Com isso, eles precisam dizer “não” para praticamente tudo o que as crianças pretendem fazer.  

Tudo muda quando Katie, cansada de ouvir “não”, propõe que a sua família passe um dia inteiro juntos, onde seus pais terão que dizer “sim” para tudo o que os filhos exigirem. O casal aceita a ideia e, à medida em que as aventuras se desenrolam ao longo do dia, eles percebem que isso os torna ainda mais unidos do que nunca. 

Baseado no livro best-seller de Amy Krouse Rosenthal, a trama do filme se assemelha aos clássicos filmes exibidos na Sessão da Tarde, como Doze é DemaisA Creche do Papai e Operação Babá. Há, também, um pouco de Sim Senhor, o filme protagonizado pelo Jim Carrey onde ele só podia dizer “sim” para tudo na sua vida. 

Mas, apesar das similaridades, Dia do Sim se destaca pelas reflexões em sua história. A lição de moral da trama serve tanto para os pais quanto para os filhos, ao mostrar que é tudo se trata do amor. 

Nenhum pai quer impedir a felicidade dos filhos ou vê-los tristes, mas existem coisas que eles não podem permitir, por uma questão de vivência. Em outras palavras, com a maturidade, geralmente vem a responsabilidade, e os pais sabem que os filhos ainda carecem de ambas. 

Por outro lado, viver certas experiências contribui para o desenvolvimento de uma criança e, apesar de todo medo e receio dos pais, é fundamental que ela tenha esse processo de “quebrar a cara” para aprender e amadurecer. Afinal de contas, se você não errar, nunca terá como aprender com seus próprios erros. 

O elenco do filme conta com a Jennifer Garner como a grande estrela da trama e nome mais famoso em Hollywood. Porém, o destaque aqui fica com o elenco infantil, com astros desconhecidos e que merecem a atenção para projetos futuros: Julian Lerner e EverlyCarganilla, que roubam a cena em todas as suas aparições pelo carisma que possuem. Eles conseguem transmitir toda a ingenuidade que uma criança possui diante das situações mais banais, como andar de carrossel, por exemplo, servindo de ótimo contraponto para as frustrações da filha mais velha do casal, interpretada pela Jenna Ortega. 

Dia do Sim é um filme ao melhor estilo Sessão da Tarde para ver em família durante o final de semana. Não espere nada de surpreendente além de uma história para se entreter e desligar a mente por algumas horas. Diversão garantida. 

FICHA TÉCNICA:
Dia do Sim (Yes Day, 2021)
Gênero: Comédia, Infantil
Duração: 86 minutos (1h26min)
Estrelando: Jennifer Garner, Édgar Ramirez, Jenna Ortega e outros
Nota: 7/10


Equipe Canal In

Repórter: Marco Dias

Editor: Ricardo Henrique

Fotos: divulgação

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