Fulô de Mandacaru promove live e busca recursos para recuperação de memorial dedicado a Luiz Gonzaga

Parque Aza Branca, em Exu-PE, está fechado desde fevereiro e casa que foi do Rei do Baião tem rachaduras no teto e no piso

No dia 1º de agosto,  a banda Fulô de Mandacaru transmitirá  direto de Exu, município localizado em Pernambuco, a 535 km de Recife, a sua próxima live show, por meio do Youtube. A terra onde nasceu Luiz Gonzaga (1912-1989)  não foi escolhida por acaso. Segundo o líder do grupo,  Armandinho do Acordeon, dois motivos levaram os forrozeiros a escolher o local e a data. “Essa live será um homenagem a Gonzagão, que morreu em 2 de agosto de 1989 e exatamente três décadas depois o parque que leva o nome do seu principal sucesso, Asa Branca, enfrenta a sua maior crise estrutural e financeira”, conta o artista.

Administrado pela ONG Aza Branca – isso mesmo, Aza com “z” – o espaço, que recebe mais de 60 mil visitantes por ano, está sem faturamento há mais de quatro meses e sem recursos para a sua manutenção. O imóvel que foi habitado por Luiz Gonzaga tem rachaduras pelo piso e em algumas paredes. O quarto do Rei do Baião foi interditado para evitar incidentes.

De acordo com os administradores, as principais fontes de receita do espaço são as vendas dos ingressos para o museu, que custam R$ 4,00 por pessoa e a comercialização dos artigos de couro como chapéus e sandálias. Entretanto, o fechamento do parque em fevereiro, por conta da pandemia do coronavírus, fez com que o número de visitantes fosse nenhum nos últimos quatro meses, zerando o faturamento do local que precisa de pelo menos R$ 15 mil por mês para se manter aberto.

Em meio a este cenário desolador, os integrantes da Fulô de Mandacaru resolveram realizar o show virtual e destinar os recursos arrecadados junto aos internautas para ajudar na recuperação do parque, que também conta com um museu dedicado ao Rei do Baião, inclusive com objetos pessoais e também aos motivos do Sertão Nordestino. A área de 15 mil metros quadrados tem ainda a casa dos pais de Gonzaga (Januário e Santana), palco, lanchonete e mausoléu onde o artista foi sepultado, bem como o juazeiro (árvore) que ficou conhecido em suas canções e no filme “Gonzaga, de pai pra filho”. “Temos um compromisso com a cultura nordestina, uma vez que todo forrozeiro bebe da fonte que é Luiz Gonzaga”, completa Armandinho que também busca angariar recursos para as comunidades pobres do município que tem pouco mais de 31 mil habitantes e que constantemente é atingido por outra pandemia, a da seca.

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