Homenagem IN – PHA

“Não sou apresentador. Sou repórter!”

22/2/1942 – 10/7/2019


Olá, tudo bem?! Não, não está nada tão bem assim, e por isso “quebramos” o protocolo e viemos reportar uma notícia (homenagem) que não faz parte da nossa linha editorial, mas se fez indispensável.  

Viemos falar de uma grande perda para o jornalismo e para uma sociedade cada vez menos democrática como a nossa, morreu hoje (10) o comunicador Paulo Henrique Amorim, aquele baixinho dos olhos franzidos, céticos, que deixava nossos domingos mais espetaculares e os nossos debates mais afiados.

Se está buscando causa do óbito, detalhes periciais e investigações sobre o caso, não está no lugar certo. Essa é uma genuína homenagem ao homem que com sua sagacidade influenciou a era da informação e deixa seu legado fazendo história no jornalismo brasileiro.

Em 1961 Paulo Henrique Amorim iniciou sua carreira no JORNALISMO. A partir daí, a sua notória história é amplamente conhecida.

Apontado como útil, aguerrido, controverso, e tantos outros adjetivos, Paulo Henrique era inteligente, e isso, por vezes, ofendia. Nem todo mundo quer que você seja inteligente. “Sua inteligência vai incomodar o esperto.” Mas como negar a natureza do saber mais sobre tudo?

Pessoalmente acreditamos que, a academia nos prepara para a função jornalística, mas a “formiguinha” do jornalismo precisa existir antes. Ler, querer saber, ser útil, informar, relatar algo do dia dia – no geral todos fazem em alguns momentos da vida; porém, usar isso a favor do social, do bem comum, é um gesto do inegável dom de ser (jornalista) nato.

O primeiro emprego como jornalista foi no jornal A Noite, no Rio de Janeiro em 1961. De lá pra cá passou pelo Fantástico, Jornal da Band, Fogo Cruzado, Jornal da Cultura, Edição de Notícias, Tudo a Ver, Domingo Espetacular e mantinha o blog Conversa Afiada (TV Afiada), onde empunhava suas críticas aos cenário político nacional.

Amorim estava na Record TV desde 2003, onde foi apresentador do já mencionado Domingo Espetacular, apesar de ter sido afastado do programa no mês passado.

Em seu blog, Paulo Henrique falava e incomodava por seus posicionamentos fortes e sempre pertinentes que serviam (leia-se servem) de bússola moral para todos aqueles preocupados com a política nacional.

No ímpeto de sempre comunicar, Amorim publicou quatro livros, sendo “O Quarto Poder” o mais conhecido. Além disso, foi vencedor de prêmios importantes na profissão, como o Esso.

Paulo Henrique Amorim deixa a mulher, a jornalista Geórgia Pinheiro, e uma filha, Maria Amorim.

A sua marca, apesar de muitos o conhecerem como apresentador de televisão, deixou um enorme legado no jornalismo, o que, pessoalmente, representa a memória que ecoará nos futuros profissionais.

 

Equipe Canal In

Repórteres: Ricardo Henrique / Lucas Gomes e Marco Dias 

Editor: Ricardo Henrique 

Foto: INternet 

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