Resenha IN do Filme Frozen 2 (2019)

A Disney, desde às suas origens nos anos 20, sempre criou animações que cativavam o público, seja pela qualidade das suas histórias ou pela constante inovação nos recursos tecnológicos utilizados nas obras. Clássicos como A Branca de Neve e os Sete Anões, Pinóquio, Dumbo, Cinderela, Alice no País das Maravilhas, Peter Pan, A Dama e o Vagabundo, A Bela Adormecida, Aladdin, O Rei Leão, Pocahontas, ToyStory, Carros, Monstros S.A., são apenas alguns dos exemplos de produções que marcaram a infância de inúmeras crianças (e de adultos) ao redor do mundo.

Em 2013, a Disney lançou uma animação que ficaria eternizada por conta de outra qualidade sempre presente nos filmes da empresa: a trilha sonora. Além do Oscar de melhor animação em 2014, o filme ainda ganhou o Oscar de Melhor Canção Original pela música “Let It Go”, interpretada por Idina Menzel (mas regravada por Demi Lovato).

Seis anos depois, a continuação de Frozen está repleta da expectativa do público por um filme à altura do primeiro.

O filme se inicia com as versões infantis de Elsa (voz da Idina Menzel) e Anna (Kristen Bell), brincando em seu quarto, perto da hora de dormir. E, com isso, as meninas pedem que seu pai lhes conte uma história. Após conversar com a rainha,o rei decide que está na hora de contar para as filhas uma história envolvendo uma floresta encantada, repleta de mistérios, que possui uma relação direta com o passado da família (e ditará o ritmo da trama).

Já adultas, Elsa e Anna, juntamente com Kristoff(Jonathan Groff), a rena Sven e o boneco de neve Olaf (Josh Gad, dublado em português por Fábio Porchat) vivem alegres no reino de Arendelle. Mas, enquanto tudo encontra-se perfeito, Elsa passa a escutar uma voz, que a chama para o desconhecido, uma espécie de voz da floresta. E a princesa se vê diante do dilema entre aceitar ou não o chamado.

Anna, excessivamente preocupada com a irmã, não quer deixa-la se aventurar sozinha, levando toda a trupe de desajustados junto com elas. E toda a história começa a se desenvolver a partir dessa jornada em busca do desconhecido, atrás de explicações sobre o passado e projeções sobre o futuro.

O grande destaque da trama, aqui, fica por conta de Olaf, o boneco de neve, que encontra-se em uma crise existencialista, questionando o sentido de tudo, proporcionando boas risadas para o público (aliás, em termos de alívio cômico, ele é o único).

Os demais personagens encontram nesse filme um jornada de amadurecimento. Kristoff está disposto a se casar com Anna; esta, por sua vez, precisa aprender que não poderá ficar perto da irmã o tempo todo; e Elsa vive o dilema entre aceitar seus poderes (e usá-los sem temor) ou viver com medo de ferir as pessoas, assim como aconteceu com sua irmã.

O fator familiar, aqui, fala mais alto. A história por trás da floresta encantada envolve um segredo familiar, e a relação entre as irmãs é o elo que movimenta a trama. Se as irmãs nunca superaram a perda dos pais, nem o fato de terem ficado separadas durante tanto tempo, ir em busca do passado parece uma opção viável, resultando no fechamento de um ciclo para as duas.

Em termos visuais, o filme conta com o que há de mais moderno em tecnologia. A animação é repleta de detalhes, dando vida aos personagens de uma maneira nunca antes vista. O preciosismo do castelo de Arendelle, as tranças de Elsa, os efeitos dos poderes da princesa, a ondulação das águas, tudo se mistura, formando um belíssimo espetáculo visual.

A trilha sonora e o roteiro, contudo, são os pontos mais fracos do filme. Se Let It Go embala a trama do primeiro Frozen, aqui a escolhida é “Into the Unknown”, da banda Panic! At The Disco, uma música que, apesar de não ter o glamour da canção anterior, é perfeita para compor a atmosfera de questionamentos de Elsa. Por sua vez, o desenvolvimento da história é confuso, e algumas questões são deixadas ao acaso, em termos de explicação, diferentemente do primeiro filme, que é mais amarrado. Isso, contudo, não traz grandes prejuízos para o público.

Frozen 2 traz uma versão mais madura da história da princesa que quebrou paradigmas, reforçando a importância dos laços familiares o dos vínculos com aqueles que nos amam. Elsa é, sem sombra de dúvidas, um exemplo para as novas gerações, ao reforçar o papel de mulher empoderada, que consegue resolver tudo sozinha, mas que reconhece a ajuda na hora em que precisa.  

NOTA: 8/10

Ficha Técnica:

FROZEN 2 (2019)

Duração: 103 minutos

Gênero: Animação

Direção: Chris Buck, Jennifer Lee

Estrelando (vozes de): Kristen Bell, Idina Menzel, Josh Gad, Jonathan Groff, Evan Rachel Wood e outros.

Estreia Nacional: 02 de janeiro de 2020

 

Equipe Canal In

Repórter: Marco Dias

Fotos: divulgação 

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