Educação

Escola Afro-brasileira promove iniciativa em desenvolvimento sustentável e tecnologia

A Escola Afro-brasileira Maria Felipa realiza a 6ª edição da Afrotech, feira de ciência e tecnologia afro-indíegna, inspirada no livro Histórias Pretas das Coisas, da professora doutora, e idealizadora da escola, Bárbara Carine. O lançamento da exposição ocorrerá no próximo dia 05 de setembro, às 14 horas, no quadrilátero da Biblioteca Central do Estado da Bahia.

A Afrotech é uma iniciativa que tem como objetivo ampliar o olhar das crianças, das suas famílias, e do público em geral, sobre a história da ciência e da inovação. E nesta edição a escola dialoga ciência e tecnologia com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS’s). As invenções, produzidas pelos alunos da Escola Afro-brasileira Maria Felipa, conectam educação, diversidade, sustentabilidade, equidade e preservação ambiental.  

A feira está organizada em setores tecnológicos, aproximando os conhecimentos ancestrais, o cuidado e a preservação do meio ambiente às vivências cotidianas das crianças e de suas comunidades. Cada turma representa um Objetivo do Desenvolvimento Sustentável e, a partir dele, desenvolve soluções criativas e sustentáveis para desafios contemporâneos, reforçando o papel da tecnologia como ferramenta de cuidado, transformação e pertencimento.

Entre os ODS’s trabalhados estão o ODS 2, com o título “fome zero e agricultura sustentável”, valorizando os conhecimentos tradicionais sobre cultivo, alimentação, biodiversidade e uso sustentável da terra; o ODS 5 que fala sobre igualdade de gênero, fortalecendo a representatividade e o protagonismo de grupos historicamente invisibilizados; o ODS 11, abordando cidades e comunidades sustentáveis, estimulando práticas sustentáveis e o cuidado com os territórios; e o ODS 13 que propõe uma ação contra a mudança global do clima, articulado aos conhecimentos tradicionais de preservação e relação responsável com a natureza.

“Nesta edição, a Afrotech convida as crianças, as famílias e o público geral a refletir sobre o que estamos fazendo com o nosso planeta, com o nosso Aiyê, e como podemos unir ancestralidade e tecnologia a fim de criar soluções sustentáveis para problemas do nosso cotidiano“, conta a diretora da Escola Afro-brasileira Maria Felipa, Cristiane Coelho.

Dessa forma, a Afrotech fortalece a missão da Escola Afro-brasileira Maria Felipa de valorizar os saberes ancestrais e incentivar a inovação com consciência histórica, cultural e sustentável contribuindo para a formação de uma nova geração de cidadãos com criticidade, empoderados e capazes de construir as suas próprias narrativas, sabendo que podem tornar o mundo um lugar melhor.

A Escola Afro-brasileira Maria Felipa é a primeira com esse registro no Brasil. Ela se dedica à formação de futuros cidadãos com criticidade e consciência. A matriz, em Salvador, foi criada pela Profª Drª, e escritora, Bárbara Carine, com o intuito de oferecer uma educação afrorreferenciada para a sua filha, mas, para além dela, educando todas as crianças para o desenvolvimento humano, combatendo todas as formas de opressão. Afastando-se, assim, de um modelo de educação eurocentrado e potencializando memórias positivas também de outros povos, a exemplo dos africanos e indígenas.

A educação da Maria Felipa valoriza a diversidade, promove o respeito às diferenças e conecta o aprendizado das crianças à cultura, história e transformação social. Cada criança é acolhida em sua singularidade e potencial, e há o comprometimento com um aprendizado transformador, que celebra a diversidade e prepara as crianças para o futuro. Apesar de ser uma instituição privada, a escola possui grande impacto social, pois além do currículo com um forte caráter humanístico, ela conta com um programa de bolsas que oferece 20% das vagas para crianças negras e indígenas em situação de vulnerabilidade social. Temos uma natureza diferenciada: um projeto empresarial e social com grande potencialidade para o crescimento em múltiplas frentes.

A Maria Felipa trabalha a inclusão de crianças neurodivergentes; o ensino trilíngue (português, inglês e libras), visando o empoderamento e acesso dos educandes do ensino infantil e do ensino fundamental I; projetos culturais e artísticos únicos. Dentre esses projetos nós temos: o Marielle Vive, dia de tributo à vereadora Marielle Franco; o Olojá Street; a Semana de Arte Negra e Indígena; o AVANTE; a Afrotech, uma feira de ciência e tecnologia afro; entre diversos outros que promovem o movimento social com arte. Também oferecemos cursos presenciais e on-line de formação de professores(as) na perspectiva antirracista. Já impactamos cerca de 10.000 educadores em todo Brasil.

Serviço

O que: Afrotech – Feira de Ciência e Tecnologia

Quando: 05/09, a partir das 14h,

Onde: Quadrilátero da Biblioteca Central do Estado da Bahia

Valor: gratuito

Público-alvo: estudantes, famílias e comunidade em geral

Equipe Canal In

Repórter / Editor: Ricardo Henrique

Foto: ascom