CRÍTICA IN DE VENOM: TEMPO DE CARNIFICINA (VENON: LET THERE BE CARNAGE, 2021) 

Os fidget toys, aqueles brinquedos de apertar as bolhinhas, se tornaram uma febre entre as crianças aqui no Brasil. Os adultos, por sua vez, para justificar o interesse nesses produtos, o associam como um antiestresse, algo para relaxar as tensões do dia a dia e levar uma vida mais feliz e produtiva. 


Particularmente, nunca entendi o sucesso desses fidget toys. Para as crianças, algo relacionado ao formato (já que eles possuem a forma de dinossauros, carros etc.) pode ser uma resposta mais imediata, junto com seu padrão multicolorido. 

Já em relação aos adultos, acredito que tudo que serve para evocar a infância tem um lugar especial no coração (apesar de não entender o motivo desse brinquedo em especial).


Mas, independentemente do que eu penso sobre eles, é inegável que esses brinquedos são um sucesso entre o público infantil e até mesmo entre alguns adultos. A minha mãe está doida para comprar um, pois de fato virou um febre. 


De maneira similar, Venom (2018) foi um sucesso entre o público no seu lançamento. O filme do vilão do Homem-Aranha, sem vínculo, à princípio, com o MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), foi uma das maiores bilheterias da Sony naquele ano. Motivo pelo qual ganhou uma continuação tão ridícula quanto o primeiro filme.


Venom: Tempo de Carnificina reforça tudo o que deu certo no primeiro filme: um anti-herói bobalhão, que não sabe a diferença entre comer uma galinha e comer um ser humano, provocando situações inusitadas para trazer um ar mais cômico ao filme, o que, particularmente, não funcionou comigo.

Com seus 90 minutos de duração, Venom 2 se baseia em uma relação amorosa para contar a sua história. Cletus Kassidy (Woody Harrelson) é um serial killer condenado, que sente a falta do grande amor da sua vida, Frances Barrison (Naomie Harris), de quem foi separado ainda na adolescência, após a jovem manifestar poderes sobrenaturais e perigosos. 

No corredor da morte, anos depois, Cletus recorre à Eddie Brock (Tom Hardy) para passar uma mensagem para sua amada, em troca de informações que poderiam salvar a carreira do jornalista.


A partir daí, o filme se torna extremamente previsível, com o vilão Cletus adquirindo poderes de forma inesperada, resgatando sua amada e ameaçando acabar com todos aqueles que o fizeram pagar por seus pecados(aquela clássica vingança de vilão de quadrinhos). 


A trama é tão óbvia que até cria um conflito entre Eddie e Venom, levando-os a se separar e se reencontrarem no momento de clímax da história, através da mulher amada por ambos, Anne (Michelle Williams).


O embate entre Venom e Carnificina, que deveria ser o principal momento do filme, é totalmente anticlimático, repleto de CGI e efeitos visuais de péssima qualidade (o que se justifica pelo orçamento do filme, que visa lucro máximo com baixo custo).

Fica evidente que o elenco, repleto de estrelas de Hollywood, está se divertindo em um filme que não tem amenor intenção de ser mais do que um entretenimento infantil que pode agradar à alguns adultos.

Assim como um fidget toy, Venom 2 se preocupa em ser uma atração passageira, cuja explicação para o sucesso é incompreensível. 

O principal motivo que levará o público para as salas de cinema, por sua vez, está na cena pós créditos, que coloca de vez o personagem no MCU e abre possibilidades para que a história seja melhor no futuro. 


No momento, Venom: Tempo de Carnificina é um filme esquecível, uma moda passageira, mas que fará sucesso. 

FICHA TÉCNICA: 

Título Original: Venon: Let There Be Carnage

Duração: 1h37min (97min) 

Direção: Andy Serkis

Estrelando: Tom Hardy, Michelle Williams, Woody Harrelson, Naomie Harris e outros 

Gênero: Ação/Fantasia 

NOTA: 4/10 

Equipe Canal In

Repórter: Marco Dias

Editor: Ricardo Henrique

Fotos: divulgação

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